Reinternações hospitalares: Um custo oculto para a saúde

Escrito por Mike Genau

Conforme aprendemos no webinar da Harvard Business “Como Não Cortar os Custos na Saúde”, os prestadores frequentemente recorrem a cinco principais medidas para cortar custos que, em última instância, oferecem um valor inferior a um maior custo. Além dessas cinco medidas, a reinternação hospitalar é outra área de ineficiência que vale a pena considerar.

Este ano, o Medicare já multou um número recorde de 2.610 hospitais por reinternar pacientes menos de um mês após receberem alta, com as penalidades totalizando aproximadamente US$ 428 milhões. Embora existam vários fatores para o alto custo no sistema de saúde, as reinternações hospitalares são uma área em que prestadores, contribuintes, pacientes e até mesmo empresas de tecnologia médica como a Medtronic podem trabalhar juntos para reduzirem internações hospitalares desnecessárias e realizarem a transição de um modelo de pagamento por serviço para uma abordagem de pagamento por valor do tratamento.

2.610 HOSPITAIS FORAM MULTADOS EM US$ 428 MILHÕES PELO MEDICARE por reinternar pacientes em menos de um mês após a alta

A insuficiência cardíaca, que afeta 5,1 milhões de estadunidenses, é uma das principais causas de reinternação hospitalar. Esses pacientes são reinternados no hospital, em média, 1,23 vez por ano, de acordo com um estudo de 2013, o que aumenta as taxas de mortalidade e contribui para as penalidades do Medicare.

Conforme discutido no webinar da Harvard Business Review, uma possível fonte do problema é o modo como os hospitais tentam reduzir os custos e impulsionar a produtividade através de um tráfego mais elevado de pacientes. Os médicos dizem que dedicar mais tempo a menos pacientes proporciona melhores resultados, desde que possam educar os pacientes sobre o que eles precisam fazer para cuidar de si próprios depois que recebem alta.

Aumentar a quantidade de tempo que os pacientes passam com os médicos e nos hospitais pode não ser realista no nosso atual ambiente de saúde. Porém uma solução poderia ser um melhor monitoramento em casa. Na Medtronic, estamos analisando exemplos de como a telemedicina sanitária pode possibilitar a uma enfermeira acompanhar até três vezes mais pacientes depois que eles deixam o hospital do que poderiam acompanhar pessoalmente, ao mesmo tempo em que garantem níveis semelhantes de atenção e cuidado.

Um programa piloto no Colorado que envolveu a solução de telemedicina sanitária Cardiocom ajudou a reduzir as hospitalizações relacionadas à insuficiência cardíaca em 62 por cento durante um período de 30 dias após a internação inicial.

Além da capacidade de um sistema de telemedicina sanitária reduzir reinternações em um mês, um serviço como esse tem mostrado um impacto de longo prazo no tratamento de pacientes. Outro estudo recente realizado por um grupo de hospitais em Illinois demonstrou que 94 por cento dos pacientes envolvidos com um programa de telemedicina sanitária tomaram decisões mais saudáveis no futuro.

Infelizmente, os prestadores relutaram em adotar métodos de telemedicina sanitária no passado porque sentiram que não eram tão efetivos quanto interações interpessoais. Além disso, os contribuintes não reembolsam os médicos pelo tempo que passam aconselhando pacientes remotamente, aumentando ainda mais a barreira para adoção do método.

Ninguém se beneficia quando os pacientes precisam voltar para o hospital pouco tempo depois que recebem alta. Ao adotar tecnologias de telemedicina sanitária e firmar parcerias com provedores de soluções como a empresa Integrated Health Solutions da Medtronic, os pacientes podem aproveitar as vantagens e os hospitais também podem tratar de outras fontes potenciais de escoamento de receita.

Mike Genau 
Vice-Presidente Sênior e Presidente da Região dos EUA
Medtronic